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Neurobusiness - Novas fronteiras, novas atitudes

Nelson Bittencourt

Engenheiro Mecânico, professor de Educação Física, facilitador em Dinâmica dos Grupos e doutorando em Filosofia. É especialista em desenvolvimento de Talentos Humanos, tendo apresentado mais de 10 mil cursos e palestras vivenciais no Brasil, Portugal e Argentina para mais de 500 mil pessoas.
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Este é um artigo que pode estar ultrapassado quando estiver sendo lido por você. Algo como em Missão Impossível - não o filme do Tom Cruise, mas o seriado onde foi cunhada a frase “essa mensagem se auto-destruirá em cinco segundos” e a fita de rolo (anterior à fita cassete C-60, pois a C-90 enrolava no cabeçote por ser muito fina) derretia-se diante dos olhos espantados do protagonista.

Ao contrário da fita C-60, tratar de Neurociência é algo recente, mas de Neurobusiness é a mais absoluta novidade. Arrisco registrar, sem nenhum demérito, que muitas pessoas sequer escutaram esta expressão.

Mas quem é esse primo da neurociência? Em que pode nos ajudar a melhorar nossa performance? Ele demonstra, por meio do recurso da imagem por ressonância magnética funcional dos nossos cérebros, porque decidimos tomar uma que desce redondo ao invés das outras, o que estimula ou não as áreas de prazer. Com precisão milimétrica, podemos medir no cérebro a quantidade de sangue oxigenado nas diferentes áreas que o compõem, identificando quais delas “acendem”, destacando-se em vermelho fogo, quando tomamos decisões. Sim e daí? Posso ter uma dentro da minha revenda? Ainda não! Mas já temos acesso a conteúdos, pesquisas e indicadores poderosos para ajudar a melhorar a nossa tomada de decisão.

Imagine um ambiente que, por meio de imagens, concede respostas explícitas sobre que sabor mais agrada o nosso paladar. Um local onde podemos “aprender a aprender, aprender a empreender”, por meio de jogos, seus riscos e o seu perfil comportamental. Tudo isso com imagens, aumentando nossa assertividade a partir do autoconhecimento. Percebo que os testes conhecidos popularmente como testes cegos de sabores têm seus dias contados.

Spinoza, em 1955, nos ofereceu uma frase que continua atual: “Sabemos o que fazemos, só não sabemos por que fazemos”. Diante do Neurobusiness, podemos arriscar dizer que logo saberemos qual parte do cérebro nos faz “fazer”. No entanto, para que continue interessante o mistério da vida, permanecerá o “por que” para ser desvendado, quem sabe, no próximo Agenda Confenar.

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