Com a chegada da temporada mais favorável do ano para a venda de bebidas, revendas de todo o Brasil colocam em prática estratégias para manter o bom atendimento e a eficiência da logística em sua distribuição, garantindo a lucratividade dos negócios durante o período.
Arrumar uma casa para receber uma visita parece uma tarefa fácil, mas, dependendo do tamanho do imóvel, pode se tornar algo muito cansativo e demorado. Imagine este processo sendo realizado em uma distribuidora de bebidas, que precisa se preparar para a grande demanda de vendas da alta temporada, época em que é necessário estar bem estruturado para oferecer o que há de melhor em produtos AmBev a cerca de 1 milhão de pontos de venda espalhados pelo Brasil.
Impulsionados pela chegada do verão, das férias escolares e laborais, do aumento das atividades de lazer e da festa mais popular do País, o Carnaval, o movimento de entregas da rede de revendas associadas à Confenar chega a triplicar.
Prevendo este pico de vendas, os revendedores aproveitam os meses que antecedem a chegada do verão (setembro, outubro e novembro) para colocar a “casa” em ordem e deixá-la preparada para abastecer os PDVs, sejam em locais próximos ou distantes dos grandes centros de diversão e folia. Para garantir a eficácia neste planejamento, as revendas seguem a risca o Plano Verão, estratégia desenvolvida pela AmBev para deixar o planejamento das revendas mais organizado e eficaz.
“Esta é a melhor ferramenta de preparação que temos para atuar no mercado nos meses de grande movimentação nos negócios. Seguimos passo a passo as orientações do Plano Verão em nossa revenda e vemos os bons resultados durante todo o período”, afirma Luciano Medeiros, gerente Administrativo da revenda Beiramar, situada em Balneário Camboriú (Santa Catarina).
As revendas que atendem os PDVs de regiões litorâneas tendem a obter um acréscimo ainda mais expressivo nas vendas, causado pelo grande número de turistas a procura de lazer e muito sol.
Com ajuda das Assorevs, entrevistamos revendas associadas à Confenar em diversas regiões do Brasil para saber a preferência dos consumidores no verão. Confira o resultado:
Assorev Nordeste: H2O, cervejas lata, Skol 473 ml, cervejas retornáveis, refrigerantes retornáveis e refrigerantes descartáveis.
Assorev Rio Grande do Sul/Santa Catarina: Skol (litrão, 600 ml, latão e 350 ml), Brahma e Antarctica de 1 litro, além da cerveja Polar Export.
Assorev São Paulo Capital e Litoral: Brahma e Skol de 600 ml.
Recorde de vendas
A LatinPanel, uma das maiores empresas de pesquisa de consumo da América Latina, acaba de divulgar um estudo que aponta crescimento de 27% no consumo de bebidas durante o verão 2008/2009, em comparação ao inverno de 2008. Entre os produtos mais vendidos no período estão cervejas, refrigerantes, sucos e águas.
O levantamento também indica que o gasto da população com bebidas aumentou 22% nos meses que compreenderam a primavera e o verão no ano passado, registrando um gasto médio por lar de R$ 172,41.
Preparando a casa para a alta estação:
Passo a Passo da fabricação da cerveja:
Uma das bebidas mais deliciosas do mundo e degustada em todas as estações do ano, a cerveja contém ingredientes que encantam nossos sentidos, pelo aroma ou paladar.
Para se tornar esta bebida tão desejada e presente na mesa de tantos consumidores, a cerveja é fabricada de forma cuidadosa, por meio de diversos processos que, no total, levam de 14 a 40 dias para serem finalizados, dependendo do tipo da cerveja. Preparamos um passo a passo especial para apresentar as etapas deste processo de fabricação.
1º passo: Seleção da matéria-prima
A cerveja é composta por quatro ingredientes fundamentais: lúpulo, água, malte e fermento.
Lúpulo: responsável pela sensação de amargor e concede um aroma herbal à bebida.
Água: responsável por mais de 90% do produto final. As cervejas escuras são ricas em sais, já na cerveja clara a quantidade de sais é menor.
Malte: Fonte de amido, proteínas e sais minerais, concede o sabor adocicado e o aroma que varia de acordo com o tipo de malte utilizado (café, amêndoa, chocolate amargo, entre outros).
Fermento: De acordo com sua origem, define a que família a cerveja pertencerá - Ale (alta fermentação) ou Lager (baixa fermentação) -, além de conceder à bebida suas principais características de sabor e aroma, como especiarias (cravo) e de frutas. Tem participação fundamental no nível de acidez da bebida.
2º passo: Brassagem
Esta etapa inicia-se pela mosturação, que consiste na mistura do malte moído com água e adjuntos. Esta mistura é então aquecida a temperaturas pré-determinadas e mantidas durante curtos períodos. Durante o processo, o amido do malte é transformado em açúcar e as proteínas em aminoácidos. O resultado é um líquido turvo, chamado de mosto.
Para separar o mosto das cascas de malte o líquido é filtrado. Esta etapa é chamada de clarificação. O bagaço do malte, ou seja, as cascas, é destinado à ração animal.
O lúpulo, responsável pelo sabor amargo da cerveja, é adicionado na chamada etapa de fervura. Para seguir para seu próximo estágio, o mosto passa pelo resfriamento.
3º passo: Fermentação
Após o resfriamento, o mosto recebe fermento e é acondicionado em grandes tanques. Nessa fase, o fermento tem dois papéis importantes. O primeiro é transformar o açúcar do mosto em álcool e gás carbônico. O segundo é produzir pequenas quantidades de substâncias aromáticas que, juntas, conferem sabor e aroma à cerveja.
É muito importante o controle preciso da temperatura, normalmente entre 10ºC e 21ºC (dependendo do tipo de fermento), durante todo o processo. Somente nessas temperaturas o fermento produzirá a cerveja com o sabor adequado. Ao final, a cerveja é resfriada a 0ºC e os sedimentos resultantes são separados por decantação.
4º passo: Maturação
Nesta fase acontecem pequenas e sutis transformações, que ajudam a aperfeiçoar o sabor da cerveja. Algumas substâncias indesejadas, oriundas da fermentação, são eliminadas e o açúcar residual é consumido pelas células de fermento remanescentes, em um fenômeno conhecido por fermentação secundária.
A maturação costuma levar de seis a 30 dias, dependendo do tipo da cerveja, em razão da cepa de fermento e do toque pessoal do mestre-cervejeiro. Ao término desse estágio, a cerveja está praticamente concluída, com aroma e sabor finais definidos.
5º passo: Filtração
Depois de maturada, a cerveja passa pela filtração para eliminar quaisquer partículas em suspensão. O processo não altera a composição ou sabor da bebida, mas é fundamental para garantir sua apresentação, deixando-a transparente e brilhante.
6º passo: Envasamento
Para o envasamento podem ser usadas garrafas, latas e barris. A cerveja é basicamente a mesma em qualquer das embalagens.
Logo após o envasamento, é prática comum nas cervejarias submeter o produto envasado à pasteurização. Neste tratamento térmico a cerveja é aquecida até 60º C e resfriada até chegar à temperatura ambiente.
Graças à pasteurização, é possível assegurar uma validade de seis meses ao produto após a fabricação. O processo, usado em cervejas em lata e garrafa, em nada altera a composição ou sabor.
Nos barris, a cerveja normalmente não é pasteurizada. Com o nome de chope, o líquido é mantido refrigerado e com prazo menor para consumo.
Curiosidades
Imagens: inserir fotos das cervejas Bohemia Confraria, Bohemia Oaken e Caracu. Temos imagens da Bohemia Confraria e Caracu salvas na pasta da edição 28 ou 29, matéria de Capa (Bem–Vindo ao Universo da Cerveja). A foto da Bohemia Oaken está salva na pasta da edição 32: pasta capa/passoapasso/curiosidades.
Cerveja do tipo Oaken: maturada com carvalho, contém lúpulo inglês e alemão.
Cerveja do tipo Confraria: parte da matéria-prima é substituída por aveia e é fermentada a uma temperatura mais elevada.
Cerveja do tipo Escura: utiliza-se malte de cevada torrado.
Fontes: AmBev e Luciano Horn (mestre-cervejeiro).