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Boteco, petisco e muita cerveja

 

Todos os dias, quando a jornada de trabalho chega ao fim, milhares de brasileiros correm para os botecos para relaxar e curtir os amigos bebendo uma cerveja estupidamente gelada, acompanhada dos tradicionais petiscos. No verão, a procura pelos bares aumenta drasticamente e, seja na cidade, no campo ou na praia, harmonizar os diferentes tipos da bebida mais famosa do mundo com porções ou petiscos – ou simplesmente apreciá-los - pode ser um passatempo muito agradável.

Nesta edição de verão da Revista Confenar, preparamos uma série de dicas que simplifica o mistério da harmonização da cerveja com petiscos de boteco na sábia visão de um mestre-cervejeiro. Também coletamos dados para saber qual é a temperatura ideal para beber a cerveja e como gelá-la mais rápido.

Quanto mais gelada melhor

Para a maioria dos brasileiros, não há outra maneira de beber cerveja a não ser bem gelada. Vivemos em um País tropical e precisamos nos refrescar. Por isso, quanto mais gelada a bebida estiver, melhor. Em outros países, como na Alemanha ou Inglaterra, a temperatura média é mais baixa, logo, tomar cerveja um pouco mais “quente” é comum. “Para os especialistas, tecnicamente, a temperatura ideal da cerveja é entre 4° e 8°, pois, assim, conseguimos perceber todos os seus aromas e buquês”, explica Luciano Renato Horn, mestre-cervejeiro e gerente corporativo de Desenvolvimentos de Cervejas da AmBev.

Desta forma, dependendo do tempo disponível a partir do momento em que a bebida foi adquirida até o seu consumo, existem diferentes maneiras para deixá-la na temperatura ideal.

Quando o evento é programado com antecedência, no caso de aniversários, festas, viagens, colocar as cervejas na geladeira de um dia para o outro irá resultar em um processo de resfriamento um pouco mais lento, entretanto, eficaz, pois o tempo será suficiente para deixá-las geladas sem afetar os ingredientes da bebida. É importante ressaltar que não se deve variar a temperatura da cerveja (congelá-la, descongelá-la), pois isto altera as características originais da bebida, formando flocos, tornando o líquido turvo, sem brilho e frescor - e com pouca qualidade.

Caso haja necessidade de gelar a cerveja em menos tempo, como em um churrasco de última hora ou antes do futebol de domingo, o bom e velho freezer resfriará a cerveja em cerca de uma hora. Outro método, composto por gelo e água dentro de um isopor também pode acelerar o processo, já que a água amplia o contato com a superfície do recipiente, deixando o líquido gelado em 30 minutos.

Para os mais apressados, uma mistura química garante cervejas geladas em apenas três minutos. O método é simples, basta ter em mãos uma caixa térmica, gelo, água, álcool e sal.

Todo este processo, que pode ser realizado tanto com garrafas de vidro como com latas, acontece rapidamente devido à reação química dos ingredientes misturados. O sal atrai as moléculas de água e retém o líquido. Quando é adicionada água ao recipiente, no entanto, o sal diminui o ponto de congelamento que, junto com o álcool, rouba o calor do gelo e causa o resfriamento. Com a água, a área de contato é ampliada e a transferência de temperatura é mais eficiente, resultando em uma cervejinha gelada em apenas três minutos. Vale lembrar que a temperatura no recipiente pode atingir 12º negativos, então, não se esqueça de tirar as cervejas antes que congelem.

Saiba como gelar a sua cerveja em apenas três minutos:
1 - Utilize proporcionalmente os ingredientes (para 10 quilos de gelo, dois litros de água, um litro de álcool e dois quilos de sal).
2 - Em seguida, coloque gelo em uma caixa térmica.
3 - Adicione água, álcool e misture bem.
4 - Agora coloque sal aos poucos e continue misturando.
5 - Mergulhe gradativamente as cervejas no recipiente.
6 - Em três minutos as cervejas estarão geladas e prontas para beber.

*Fonte: Revista da Lata (Abralatas)

Consumo apropriado   
Agora que você sabe que pode gelar a sua cerveja da maneira que desejar, fica a dúvida: qual o melhor recipiente para bebê-la? A resposta desta pergunta varia de acordo com o gosto de cada um e atravessa um campo repleto de opções, formas, texturas, tamanho, materiais, peso e recipientes que se tornam mais adequados dependendo da ocasião.

Em uma roda de amigos ou em um bar, as garrafas de vidro de 600 ml são as mais pedidas, pois são mais econômicas em relação às outras embalagens. Então, neste caso, dividir uma Antarctica, Original ou Serra Malte, por exemplo, vale a pena. Também existem as garrafas de 1 litro, chamadas de litrão, como a Norteña (Uruguai) e a Quilmes (Argentina), tendências no mercado nacional e opções interessantes para aguçar o paladar.

Quando o programa é uma balada ou uma festa mais animada, além das tradicionais latas de 350 ml, existem as garrafas long necks, cujos recipientes de 355 ml, da Bohemia; de 330 ml, da Skol Beats; e de 275 ml, da Stella Artois (Bélgica), combinam perfeitamente com a ocasião.

No verão, a preocupação em não deixar a cerveja esquentar é predominante. Deste modo, as novas latinhas de 269 ml da Skol são as mais indicadas. “Na praia, um litrão pode esquentar rapidamente, a não ser que a cerveja seja consumida de uma só vez”, brinca Horn. E garante: “A AmBev tem muitos tipos e tamanhos de embalagens. Com certeza, pelo menos um irá satisfazer até os clientes mais exigentes”.

Confira os petiscos vencedores do Boteco Bohemia 2009:

BOTECO PETISCO HARMONIZAÇÃO CERVEJA
1º lugar - Veríssimo Bar Pirulito de Rabada no Caixote Pelo sabor intenso da linguiça de porco e o toque aromático do limão, o petisco combina com uma cerveja suave. Bohemia Weiss
2º lugar - O Famoso Bar do Justo Sousplat De Vol-au-vent O bacalhau, o camarão e a mandioquinha têm um aroma característico forte, de especiaria, combinando com uma cerveja refrescante e frutada. Bohemia Weiss
3º lugar - Botica do Quintana Cone de Baião no Varal A suavidade do queijo coalho e do paio, acompanhados neste petisco por toicinho e feijão verde, combina com uma cerveja de notas pesadas. Bohemia Escura


Universo da harmonização
Quando se fala em harmonização de pratos e bebidas, logo pensamos em qual vinho escolher para o jantar, mas não é este o nosso tema. No Brasil, em qualquer cidade, há pelo menos um boteco pronto para receber os clientes e oferecer aquela cerveja gelada acompanhada de uma deliciosa porção. Sendo assim, preparamos uma seleção especial dos petiscos mais consumidos nos bares brasileiros e, com a ajuda de um mestre-cervejeiro, fizemos uma combinação com as melhores cervejas disponíveis no País.

Em território nacional, a preferência dos consumidores é pela bebida do tipo Pilsen, de tonalidade dourada, clara, leve e com teor alcoólico baixo, entre 3% e 5%. Entretanto, segundo o especialista Luciano Horn, para harmonizar petiscos com cervejas é fundamental ampliar o leque de opções e experimentar novos sabores. “Existem dois tipos de harmonização: a de contraste, que tem a função de combinar características diferentes entre o prato e a cerveja, como salgado e doce, e a de semelhança, que evidencia uma combinação parecida entre a comida e a cerveja, por exemplo, picante com amargo”, explica.

Mas atenção. Para que a harmonização tenha sucesso, é importante identificar os ingredientes que se sobressaem nos petiscos e nas cervejas.

Petisco: Cerveja:
Amendoim Serra Malte
Batata frita Skol
Bolinho de bacalhau Bohemia Weiss
Calabresa acebolada Brahma Extra
Caldinho de feijão com torresmo Caracu
Carne seca Stella Artois
Isca de peixe Bohemia Weiss
Isca de frango Brahma
Pastelzinho de queijo Antarctica Sub Zero
Polenta Bohemia Weiss
Provolone a milanesa Bohemia Confraria
Salame Bohemia Escura
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